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Mostrando postagens de 2011

CRISTO VENCEU!

Os dias que seguiram do julgamento a morte de Jesus foi espetáculo de alegria para alguns e profunda dor para outros. Uns clamavam com alta voz: Crucifica-o, estes eram guiados pelos religiosos extasiados pela interrupção da missão de mais um louco que se levantara no meio do povo e arvorado sobre si a bandeira messiânica. Ele se diz Filho de Deus! E, aqueles mais persistentes, desejosos de um furo jornalístico, ouviram no dizer que era o próprio Deus. Blasfêmia maior não existe! Esbravejavam. Entretanto, não provinha desses os maiores focos de festas, não estavam os holofotes postos sobre as meras marionetes de um ser capaz de maquinar o mal com a inteireza de algo que lhe é imanente, isto é, o próprio diabo. Venci! Era brado recorrente no inferno. Não ressoava outra voz que não fosse a dele. Ninguém poderia falar, pois aquele grito entalado na garganta era proveniente de milhares de anos. A cada luta que emplacava com os seres humanos se sentia engrandecido, mas ainda não era o bas…

Olhe para o sol!!!

Você já se perguntou se há algum dia na sua vida em que você possa dizer que está ligeiramente “folgado”? As atividades cotidianas têm o efeito de um espremedor de laranjas. Cada vez mais sugam de nós, a ponto de permanecer somente o bagaço. Não há lacunas vazias de afazeres em vidas atarefadas, mas há vazios lacunosos em almas descuidadas. Temos tempo pra tudo. Quando acorda você já recebe o itinerário e o romaneio do dia. Acorda com o rosto amassado, segue paulatinamente para o banheiro. Diante do espelho se pergunta se na realidade tem que realmente ir trabalhar. Bem, como em um relance de desenho animado surge uma “voizinha” do seu lado e te lembra da conta de luz, água, telefone, antena, etc, etc, etc... ufa!!! Cansa só de lembrar. Ao escovar o dente vê que a pasta está acabando (mais conta!!!). Ih! Você está atrasado não dá tempo de tomar o café da manhã. Chega no trabalho desempenha suas funções que se resumem em olhar um monte de papel ou lidar com gente dos mais variados temp…

Strauss-Kahn: metáfora das práticas do FMI

Extremamente importante e interessante a metáfora que Boff faz de Strauss-Kahn, ex-diretor-geral do FMI, e a camareira, acometida de estupro pelo tal, e a relação do FMI e os os países que dele necessitam. Confiram abaixo:
O leitor ou leitora pensará que foi uma tragédia o fato de o Diretor-gerente do FMI, Strauss-Kahn, ter dado asas ao seu vício, a obsessiva busca por sexo perverso, nu, correndo atrás de uma camareira negra na suite 2806 do hotel Sofitel em Nova York, até agarrá-la e forçá-la a praticar sexo, com detalhes que a Promotoria de Nova York, descreve em detalhes e que, por decência, me dispenso de dizer. Para ele não era uma tragédia. Era uma vítima a mais, entre outras, que fez pelo mundo afora. Vestiu-se e foi direto para o aeroporto. O cômico foi que, imbecil, esqueceu o celular na suite e assim pôde ser preso pela polícia ainda dentro do avião. A tragédia ocorreu não com ele, mas com a vítima que ninguém se interessa em saber. Seu nome é Nifissatou Diallo, da Guiné, af…

Boa notícia - Parte 02

Boa notícia - Parte 01

Por que se render?

Quando os exércitos e seus soberanos se aproximavam do povo conquistado era impossível que este não correspondesse genuflexo perante a astúcia do vencedor. Eles haviam ultrapassado suas muralhas, alcançado vitoriosamente suas trincheiras, anulado o brilho de uma história que se envaidecia em demonstrar alguns metros quadrados de terras que outrora foram conquistadas. Quem se atrevia a se revoltar diante do poder agora vigente teria sua memória e sua voz apagada do meio da muda multidão, nessas épocas o terrorismo colocava seus infratores e oponentes em praça pública, numa exposição vergonhosa de morte prematura, extremamente eficaz no afugentamento dos revolucionários.


                Também fomos conquistados, entretanto, a história aqui toma contornos paradoxais diante dos modelos que já lemos e ouvimos. Nessa conquista não se extirpa a vida dos alheios para se tomar posse da terra, todavia, os conquista a partir da morte do seu conquistador. Podemos ter grandes dificulda…
Amar não pode ser sentimento relacionado com aproveitamento alheio, porque amar sem a disposição de ida e vinda não pode carregar o peso de tal descrição, pois isso seria egoísmo e este outro sentimento não é sinônimo daquele. Embora os seres se defendam em suas entregas, para que se caírem não se arrebentem por uma decepção não percebida anteriormente, não se pode enclausurar, pois seria o mesmo que se fechar a ponto de lançar fora chaves de uma prisão que se antevê. Então grite de dentro desta que se agiganta na possibilidade de reconhecer a verdade em uma entrega que descomedidademente se faz necessária para não se incorrer no suicídio da alma.Porque amar pode ser providência da insanidade que não se corrompe com o desmerecimento do outro nem o desvaloriza, mas apenas denota fatores ininteligíveis, embora extremamente convidativos e irrecusáveis. Perempto não pode ser, pois aquilo que se foi não retorna. Momentos são instantes, e por isso mesmo não se pode perdê-lo, mas vive-o na i…

Juízes togados ou reús nus

Enquanto, coexistirmos com os preconceitos que nos rodeiam sem que esses nos incomodem. Enquanto, estivermos imobilizados sem querermos produzir uma notória insatisfação, continuaremos caminhando rumo à decadência de nossa sociedade. Há muito a humanidade se prendeu a conceitos e idéias que invadiram suas mentes sem a devida consciência e reflexão e se perdeu em dogmas que eram subprodutos da conveniência de manipuladores da fé. Não sei onde faltou em nosso percurso o entendimento de nossas fraquezas e defeitos para imaginar que em detrimento do outro temos uma superioridade que nos faz menosprezá-lo e derrubar seus muros com a destreza de quem possui uma marreta que denominou de sensatez. Ser sensato é a última coisa que somos, pois muitos dos defeitos e preconceitos acentuados no outro pelos holofotes que lhe são colocados, pois é assim que conseguirmos ver com clareza o outro, são até mesmo em uma potência maior, embora não revelada aos olhos alheios, os nossos próprios defeitos. A…

Oração é diálogo

Oração é diálogo, pois não se dirige as paredes ou tetos as dores da alma e também não se fala consigo mesmo se investindo da responsabilidade de resolver seus impossíveis. Não se ora por que Deus se enfraquece ao ser esquecido pela humanidade, mas sim porque a humanidade se fragiliza ao se distanciar de sua presença. Não se ora porque Deus se torna menor por não ouvir elogios acerca de sua grandeza, mas porque visualizo minha pequenez diante de muitas circunstâncias. 
Oro  dialogando por saber que existe um Deus que se inclina diante das minhas fragilidades e na autenticidade de quem um dia se identificou com as roupas de um rei nu me prostro diante daquele em que nada está encoberto. 
Dialogo com o choro de quem bate no peito a culpa do cobrador de impostos,  faço companhia a mulher adúltera e relato as minhas acusações circundado por quem me quer apedrejar,
dialogo com um grito na existência clamando por socorro em tempos de mar bravio e tempestades impetuosas. Faço coro…

Osama

O porta-voz do Vaticano reagiu hoje ao anúncio da morte de Osama bin Laden dizendo que este vai responder perante Deus por ter causado “a morte de inúmeras pessoas” e “explorado a religião para espalhar ódio”.
Numa declaração aos jornalistas, o padre Federico Lombardi disse que o líder da Al-Qaeda teve a “grandíssima responsabilidade de difundir divisão e ódio entre os povos” e procurou “instrumentalizar a religião para este fim”.
Fonte: Renascença
    Quer dizer que os EUA terem emplacado uma cruzada rumo a destruição de Osama não se importando com a vida de muitos inocentes afegãos,  paquistaneses e tantos outros não tem peso na balança? A luta proposta entre Deus/Jesus/EUA e Allah/diabo/árabes por conta do profeta arruaceiro e desvalido Bush conta como validade de uma religião de amor? Pois bem, não posso deixar de valer o seguinte: Dizer que todo muçulmano é terrorista é o mesmo que dizer que todo cristão é caridoso.  Talvez, os americanos se considerem a justa mão de Deus. De teoc…
Dizer que Jesus é apenas o grande professor da moral e o mestre da superação humana, o igualaria a tantos outros que se levantaram antes e depois dele. Tal qual Krsna, que na interpretação de Gandhi, insistiu com Arjuna no atravessamento de seus medos e no desenvolvimento do seu potencial. Falar dele como "o milagreiro" é iguala-lo aos médicos-curandeiros que teêm nos seus quintais filas que atravessam quarteirões que se constituem de oferendas pelas benevolência ou de barganhas pelo não-alcançado. Por isso, me detenho no seguinte: ou Jesus foi um judeu megalomaníaco com síndrome messiânica e complexo divino, ou ele é o único Senhor ressurreto que nos dá razão a fé.

Repensando a religião

O grande desafio que a religião tem é de se superar, ou seja, tornar uma pós-vivência. Não há como viver na fonte, precisamos contornar os limites que aqui nos são impostos e nos estabelecermos após a fonte. A experiência humana não é formada apenas de uma faceta, mas se apresenta na multiformidade das situações que nos são apresentadas no cotidiano das nossas interações, por isso, viver após a fonte é se abastecer de outros afluentes para que não tenhamos uma visão unilateral. Não há como divagar sobre a necessidade da religião, pois esta exercita sobre nossa espiritualidade uma disciplina que nos faz está arrojados e nos voltarmos ao Sagrado. Entretanto, podemos discutir formas e maneiras com isso tem se realizado em nosso meio, pois ela não desempenha apenas um fator litúrgico ao ser, mas elabora os dogmas e os conceitos que normatiza e limita os indivíduos, fazendo que cada grupo se isole em seus quadrantes. Nossos preconceitos, discriminações, desigualdades são formadas pelo abs…

A reconstrução da família

Texto: Gênesis 6. 5-10 O mundo apresentado no capítulo 6 de Genesis está vivendo em completa degeneração. É paradoxo do projeto de Deus para as famílias. O projeto que não está tão distante, pois este é anunciado no Éden. Adão e Eva, a primeira família, já havia experimentado integralmente a presença de Deus em suas vidas. Já souberam um dia o que era viver abundantemente. Sua saúde era perfeita, sua vida emocional estava saciada (disse DEus: façamos-lhe uma auxiliadora), seu pensar era reto, seu proceder completamente santo, suas palavras deliciavam os ouvidos de Deus, pois era constante adoração. Eles viviam em um cosmo, ou seja, em ordem. Quero me deter um pouco mais nessa palavra “cosmo” e torná-la um pouco mais próxima de nossa realidade. Possivelmente, você já visitou nessa semana ou algumas atrás, uma revista da Avon, da Natura ou Jequiti. Quando você folheia essas revistas procura cremes (produzidos nas indústrias dos cosméticos) que suavize sua pele, amenize algumas imperfeições…
Provavelmente você já tenha ouvido a canção "Epitáfio" dos Titãs. Durante alguns momentos nostálgicos o compositor analisa a sua vida para refletir o que fora feito dela. Para apreendermos melhor segue parte da canção:
Devia ter complicado menos, trabalhado menos Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos Ter morrido de amor Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
                 Não consigo perceber Sergio Britto compondo como quem vê a vida após a morte e a descreve como o fez Machado de Assis em "Memórias póstumas de Bras Cubas", onde o defunto-autor descreve suas peripécias e frustações, mas nessa canção se percebe alguém que compreendeu como poucos a frivolidade de uma vida que passa rapidamente. A Bíblia compara a existência humana como um vapor que aparece e logo some, como a erva que é bela e encanta mas com o tempo murcha. Nosso cotidiano nos desfavorece para analisarmos a vi…