Dizer que Jesus é apenas o grande professor da moral e o mestre da superação humana, o igualaria a tantos outros que se levantaram antes e depois dele. Tal qual Krsna, que na interpretação de Gandhi, insistiu com Arjuna no atravessamento de seus medos e no desenvolvimento do seu potencial. Falar dele como "o milagreiro" é iguala-lo aos médicos-curandeiros que teêm nos seus quintais filas que atravessam quarteirões que se constituem de oferendas pelas benevolência ou de barganhas pelo não-alcançado. Por isso, me detenho no seguinte: ou Jesus foi um judeu megalomaníaco com síndrome messiânica e complexo divino, ou ele é o único Senhor ressurreto que nos dá razão a fé.
Oração é diálogo
Oração é diálogo, pois não se dirige as paredes ou tetos as dores da alma e também não se fala consigo mesmo se investindo da responsabilidade de resolver seus impossíveis. Não se ora por que Deus se enfraquece ao ser esquecido pela humanidade, mas sim porque a humanidade se fragiliza ao se distanciar de sua presença. Não se ora porque Deus se torna menor por não ouvir elogios acerca de sua grandeza, mas porque visualizo minha pequenez diante de muitas circunstâncias. Oro dialogando por saber que existe um Deus que se inclina diante das minhas fragilidades e na autenticidade de quem um dia se identificou com as roupas de um rei nu me prostro diante daquele em que nada está encoberto. Dialogo com o choro de quem bate no peito a culpa do cobrador de impostos, faço companhia a mulher adúltera e relato as minhas acusações circundado por quem me quer apedrejar, dialogo com um grito na existência clamando p...
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