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Strauss-Kahn: metáfora das práticas do FMI

Extremamente importante e interessante a metáfora que Boff faz de Strauss-Kahn, ex-diretor-geral do FMI, e a camareira, acometida de estupro pelo tal, e a relação do FMI e os os países que dele necessitam. Confiram abaixo: O leitor ou leitora pensará que foi uma tragédia o fato de o Diretor-gerente do FMI, Strauss-Kahn, ter dado asas ao seu vício, a obsessiva busca por sexo perverso, nu, correndo atrás de uma camareira negra na suite 2806 do hotel Sofitel em Nova York, até agarrá-la e forçá-la a praticar sexo, com detalhes que a Promotoria de Nova York, descreve em detalhes e que, por decência, me dispenso de dizer. Para ele não era uma tragédia. Era uma vítima a mais, entre outras, que fez pelo mundo afora. Vestiu-se e foi direto para o aeroporto. O cômico foi que, imbecil, esqueceu o celular na suite e assim pôde ser preso pela polícia ainda dentro do avião. A tragédia ocorreu não com ele, mas com a vítima que ninguém se interessa em saber. Seu nome é Nifissatou Diallo, da Guiné, af...

Boa notícia - Parte 02

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Boa notícia - Parte 01

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Por que se render?

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           Quando os exércitos e seus soberanos se aproximavam do povo conquistado era impossível que este não correspondesse genuflexo perante a astúcia do vencedor. Eles haviam ultrapassado suas muralhas, alcançado vitoriosamente suas trincheiras, anulado o brilho de uma história que se envaidecia em demonstrar alguns metros quadrados de terras que outrora foram conquistadas. Quem se atrevia a se revoltar diante do poder agora vigente teria sua memória e sua voz apagada do meio da muda multidão, nessas épocas o terrorismo colocava seus infratores e oponentes em praça pública, numa exposição vergonhosa de morte prematura, extremamente eficaz no afugentamento dos revolucionários.                 Também fomos conquistados, entretanto, a história aqui toma contornos paradoxais diante dos modelos que já lemos e ouvimos. Nessa conquista não se extirpa a vida dos a...
Amar não pode ser sentimento relacionado com aproveitamento alheio, porque amar sem a disposição de ida e vinda não pode carregar o peso de tal descrição, pois isso seria egoísmo e este outro sentimento não é sinônimo daquele. Embora os seres se defendam em suas entregas, para que se caírem não se arrebentem por uma decepção não percebida anteriormente, não se pode enclausurar, pois seria o mesmo que se fechar a ponto de lançar fora chaves de uma prisão que se antevê. Então grite de dentro desta que se agiganta na possibilidade de reconhecer a verdade em uma entrega que descomedidademente se faz necessária para não se incorrer no suicídio da alma.    Porque amar pode ser providência da insanidade que não se corrompe com o desmerecimento do outro nem o desvaloriza, mas apenas denota fatores ininteligíveis, embora extremamente convidativos e irrecusáveis. Perempto não pode ser, pois aquilo que se foi não retorna. Momentos são instantes, e por isso mesmo não se pode perdê-lo, mas...

Juízes togados ou reús nus

Enquanto, coexistirmos com os preconceitos que nos rodeiam sem que esses nos incomodem. Enquanto, estivermos imobilizados sem querermos produzir uma notória insatisfação, continuaremos caminhando rumo à decadência de nossa sociedade. Há muito a humanidade se prendeu a conceitos e idéias que invadiram suas mentes sem a devida consciência e reflexão e se perdeu em dogmas que eram subprodutos da conveniência de manipuladores da fé. Não sei onde faltou em nosso percurso o entendimento de nossas fraquezas e defeitos para imaginar que em detrimento do outro temos uma superioridade que nos faz menosprezá-lo e derrubar seus muros com a destreza de quem possui uma marreta que denominou de sensatez. Ser sensato é a última coisa que somos, pois muitos dos defeitos e preconceitos acentuados no outro pelos holofotes que lhe são colocados, pois é assim que conseguirmos ver com clareza o outro, são até mesmo em uma potência maior, embora não revelada aos olhos alheios, os nossos próprios defeitos....
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