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Repensando a religião

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                     O grande desafio que a religião tem é de se superar, ou seja, tornar uma pós-vivência. Não há como viver na fonte, precisamos contornar os limites que aqui nos são impostos e nos estabelecermos após a fonte. A experiência humana não é formada apenas de uma faceta, mas se apresenta na multiformidade das situações que nos são apresentadas no cotidiano das nossas interações, por isso, viver após a fonte é se abastecer de outros afluentes para que não tenhamos uma visão unilateral. Não há como divagar sobre a necessidade da religião, pois esta exercita sobre nossa espiritualidade uma disciplina que nos faz está arrojados e nos voltarmos ao Sagrado. Entretanto, podemos discutir formas e maneiras com isso tem se realizado em nosso meio, pois ela não desempenha apenas um fator litúrgico ao ser, mas elabora os dogmas e os conceitos que normatiza e limita os...

A reconstrução da família

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Texto: Gênesis 6. 5-10                 O mundo apresentado no capítulo 6 de Genesis está vivendo em completa degeneração. É paradoxo do projeto de Deus para as famílias. O projeto que não está tão distante, pois este é anunciado no Éden.                   Adão e Eva, a primeira família, já havia experimentado integralmente a presença de Deus em suas vidas. Já souberam um dia o que era viver abundantemente. Sua saúde era perfeita, sua vida emocional estava saciada (disse DEus: façamos-lhe uma auxiliadora), seu pensar era reto, seu proceder completamente santo, suas palavras deliciavam os ouvidos de Deus, pois era constante adoração. Eles viviam em um cosmo, ou seja, em ordem.                  Quero me deter um pouco mais nessa palavra “cosmo” e torná-la um pouco...
            Provavelmente você já tenha ouvido a canção "Epitáfio" dos Titãs. Durante alguns momentos nostálgicos o compositor analisa a sua vida para refletir o que fora feito dela. Para apreendermos melhor segue parte da canção: Devia ter complicado menos, trabalhado menos   Ter visto o sol se pôr   Devia ter me importado menos com problemas pequenos   Ter morrido de amor   Queria ter aceitado a vida como ela é   A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier                  Não consigo perceber Sergio Britto compondo como quem vê a vida após a morte e a descreve como o fez Machado de Assis em "Memórias póstumas de Bras Cubas", onde o defunto-autor descreve suas peripécias e frustações, mas nessa canção se percebe alguém que compreendeu como poucos a frivolidade de uma vida que passa rapidamente. A Bíblia compara a existência humana como ...